quinta-feira, 10 de abril de 2014

Loucuras

Em parte de mim está o que vejo e o que já vi
Céus e infernos distantes do que um dia já senti
As portas se fecharam e da janela só vejo escuridão
Daqui vejo Deus e ele não passa de um simples perdão
Pra ti escrevo lhe e lhe digo com sinceridade, de coração:

Perdoai-vos por vossos pecados, senhor, só isso lhe peço
Não vejo motivo pra pedir alegria à quem necessita, não
Nem pra pedir que desapareça a fome e o medo, não
Muito menos pra que o amor e o ódio nunca se encontrem, não
Pra que sejamos salvos da criação de um louco, talvez, sim

Pra quê, pergunto-lhe? Olhe sua própria criação, senhor
Veja o inferno que criais, com todo o respeito lhe digo
A fome e miséria que se espalha sem controle, sem fim
Crentes e descrentes oram pra ti todos os dias, sem rumo
Pedem por tudo, mas não fazem nada
Esperam que tu resolvas tudo, e que nada caia à eles
Pois sua criação, senhor, nada mais foi do que nós mesmos.

Diante destas verdades malditas, só lhe peço isso então
Tu deves isso à mim e à todos eles, raça de sua criação
Nas mentiras que mergulhai-nos por com fé acreditar
No que nada mais é do que loucuras a se perdoar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário